terça-feira, 4 de julho de 2017

A minha história de amor é uma história de 28 anos atrás.

A minha história de amor é uma história de 28 anos atrás.
Conheci o meu grande amor no ano 89 Éramos adolescentes não chegamos a namorar...no ano 90 meu amor levou um tirou e veio fica numa cadeira de rodas..
E nosso caminhos tomou rumo diferentes, ele mudou do meu bairro e nunca mais soube noticias...no ano 2014 eu reencontrei o meu amor no face..na hora meu coração foi a mil Mandei um convite pra ele ...ele aceitou e estamos juntos ate HOJE..

domingo, 20 de novembro de 2016

Que realmente faz valer a pena estar vivo não há filmadora ou máquina fotográfica que registre. Surpresas, gargalhadas, lágrimas, enfim, o que eu sinto, quem eu sou, você só vai perceber quando olhar nos meus olhos, ou melhor, além deles.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Vanuza Angelim de Oliveira


Sou Vanuza Angelim de Oliveira e tive poliomielite quando tinha 1 ano e 8 meses, mais adiante tiveram que fazer algumas cirurgias e reabilitação que não foi completa, pois meu pai não podia deixar o trabalho pra me levar ao hospital. cresci tive alguns namorados na adolescência e na juventude, na Igreja conheci um rapaz namoramos e nos casamos e 4 meses depois engravidei, foi uma gravidez tranquila, ela nasceu com 9 meses e 6 dias, linda foi sem dúvidas o dia mais feliz da minha vida. O tempo foi passando e com quase 8 anos de casada descobri que o meu ex-marido me traia então o deixei. Fui morar com minha família. Hoje 3 anos depois já divorciada, e recuperada, estou bem, não estou feliz, mas tento. Tenho muitos amigos na Igreja e nas redes sociais, recebo muitos pedidos de namoro mas não tenho coragem de me aventurar, mas quando aparecer o homem certo ai sim vou fazer o possível e impossível pra dar certo.

sábado, 18 de junho de 2016

Valtevir Tonelli

23 de março de 2006.
Exatamente a 8 anos e 5 meses atrás minha vida muda completamente, sei que muitos ja leram um resumo da minha história, mas dessa vez vou tentar colocar realmente tudo que me aconteceu.
Começa assim: Era para ser um dia normal, levantei as 6 horas da manha com de costume, tomei um banho, fui trabalhar, nesse dia como o serviço ja tinha acabado na fabrica trabalhei até as 11:30, vim para casa, almocei e fui dormir um pouco, acordei era umas 15:00 tomei um banho me arrumei e fui dar uma volta de moto, mau sabia que essa era a última, pois bem, aproveitando essa volta fui na casa de um amigo, ficamos assistindo filme ate as 17:00, quando chegou esse horário resolvi ir embora, a partir desse momento ja nao consigo me recordar do que realmente aconteceu, o que sei foi dito pelas pessoas, por relatos fui até a fabrica que trabalhava, fiquei conversando com amigos e acabaram me pedindo para ir ver se o caminhao da lavanderia estava em outra fabrica, como eu ja estava em cima da moto, liguei e fui, nesse trajeto acabou acontecendo o acidente, pelo que contaram a outra moto me fechou, dizem que tentei desviar mas nao consegui, o pneu tocou na outra moto e perdi o controle e fui colidir na esquina, aonde com a força da batida me jogou de costas em um pequeno muro, as enfermeiras ouvindo o barulho sairam de dentro do hospital foram ver o que tinha acontecido, o outro rapaz disse que estava bem, entao elas foram me socorrer, eu estava desacordado, me levaram para dentro do hospital, me reanimaram. medicaram e me transferiram para outra cidade, muitos acreditavam que nao voltaria vivo.
Acabei ficando internado na Uti desde a quinta a tarde ate na terça-feira, fui transferido de hospital e na quarta de manha foi feita a cirurgia que demorou algumas horas, acabei quebrando um vertebra que fez a lesao na medula e foram trincadas mais duas, mais a cravicola e o pulso, fui levado para a enfermaria, esses dias todos passados para mim nunca existiram, foi como se estivesse dormindo todo esse tempo.
Quando acordei depois do efeito da anestesia, olhei para os lados, nao reconheci a onde estava, olhei para cima tinha 2 litros de soro que vinha até meu braço esquerdo, tentei mexer o braço e ja nao tinha forças, entao tentei mexer as pernas, nao aconteceu nada, com a mao direita tomei nelas e senti que estavam bem geladas, a partir desse momento ja nao recordo o que aconteceu depois, mais os relatos das enfermeiras é que entrei em desespero e acabei sendo sedado, a noite nesse mesmo dia o médico que me operou foi conversar comigo.... bláblá... me explicou o que tinha ocorrido, que estava Paraplégico, mais nao disse que nao teria reversao, pelo ao contrario, me deu esperanças que poderia voltar a andar, na quinta-feira a noite como minha cama era perto da janela veio um temporal e me molhou todo, sem me mexer nao podia fazer nada, 2 horas depois as enfermeiras vieram me arrumar, já logo nos primeiros dias ja começaram a aparecer os outros problemas, apareceram se as febres por infecçao de bexiga, acabei ficando internado até o domingo, ao meio dia recebi minha alta, sem saber que iria começar realmente os problemas.
Quando cheguei em casa recebi muitas visitas e muito apoio, agradeço a cada uma dessas pessoas que foram essenciais naquele momento, uma dessas visitas foi o causador do acidente, explicou que estava errado, pediu desculpas, desculpei, também nunca mais voltou, mais essa ja é uma outra historia.
Voltando ao assunto: Um dos problemas que eu e minha familia descobriu era a Escara (ferida) que ja estava em um estagio avançado de decomposiçao, na verdade ja cheirava mau e que o hospital que estava internado nao fizeram nada e nem informaram, começou uma batalha para remover toda carne morta nessa Escara, comecei a tomar remedio para ajudar, mas todas as tentativas foram em vao, a soluçao foi uma cirurgia um bom tempo depois. Entre esse tempo começaram se a fisioterapia para ajudar a devolver o movimento do braço esquerdo e do pescoço que nao virava para nem um dos lados. Nesse começo uma noite em desespero acabei tentando tirar a minha propia vida, mais minha mulher graças a Deus acordou e evitou que eu terminasse o que estava tentando. O tempo foi se passando sempre com as infecçoes de bexiga, sempre tomando muitos remedios, depois de 1 ano e 8 meses tive que fazer a cirurgia para fechar a Escara (ferida), foi uma cirurgia tranquila mais de dificil situaçao, pois tive que ficar mais de 38 horas em uma só posiçao, depois que recebi alta, ja em casa por ter que ficar muito tempo de cada lado acabaram se abrindo outras duas, uma em cada coxa dos lados, nessas feridas usei um curativo que acabou ajudando a fechar sem problemas.
Esses 3 primeiros anos foram os piores, quantas noites em claro, quantas vezes tinha vontade de sair a noite e por motivos que não vem o caso Chovara, principalmente no fim de Ano que tinha boas lembranças de quando Andava. Choro que muitas vezes ninguem via e presenciava, porque tinha que mostrar forças, mesmo as vezes não tendo.
Nesse tempo todo sempre tiveram varias criticas, que era muito fraco, que nao andava por falta de esforço e por falta de vontade.
A cada dia que se passava as expectativas iam se aumentando, por muitas pessoas dizerem que se fosse fazer Reabilitação teria grandes chances de voltar a Andar, na verdade isso só era um sonho impossivel.
O tempo foi passando e até que chegou o dia de ir fazer Reabilitaçao no Sara em Belo Horizonte(MG). Saimos da cidade que moro as 03:00 da manha de sabado, fomos chegar em BH as 17:00 de domingo, fomos para um hotel, na segunda de manha fomos para o Sara, foi feito uma consulta, me deram banho e me mandaram para dentro do Hospital, logo nesse primeiro dia conversando com uma das Fisioterapeutas, perguntei quais eram minhas chances de voltar a andar, ela disse:
Nem uma, seu caso é considerado uma Lesão completa.
Bom, o jeito foi juntar forças para iniciar e aprender o que necessitava e conseguisse, os primeiros dias foram um pouco complicado mais deu para suportar, fazendo exames foi descoberto uma pedra no Rin esquerdo, era grande e já tinha descido no canal e estava trancando, teve que fazer um procedimento cirurgico e colocar um Cateter, para depois quebrar essa pedra a laser.
Os dias foram se passando e acabaram acontecendo duas coisas que e fizeram pedir alta antes do dia previsto, ai começaram outros boatos que estava revoltado e por isso desisti, isso jamais aconteceu!!!
Depoiis que voltei de lá estava animado, mais infelizmente nao durou muito, fazendo alguns exercicios acabei quebrando minha perna direita(femur)... mais uma vez fiz uma cirurgia, ganhei 12 parafusos para segurar, mais ta bom, dos males o menor.... rsrrsrsrsrsrsrsss...
O tempo foi se passando, quebrei a pedra, minha perna sarou, ai resolvi a viver um pouco, tirei a carteira de motorista e comecei a dirigir, no começo as pessoas eram contras, diziam que aonde já se viu uma pessoa nestas condições dirigir, que ja tinha acidentado uma vez e que na próxima iria se matar... Pena que nao disseram para mim... heheheee...
Com tudo isso ainda tinha que abrir mais uma Escara(ferida), essa ja esta fechando.
Com tudo isso que me aconteceu hoje vejo de uma outra forma, é triste lembrar de tudo que aconteceu, mais ao mesmo tempo Feliz por estar vivo e poder compartilhar essa experiencia que não é facil mais não é impossivel, por isso valorize a vida que tem, obstaculos todos temos, só depende o jeito que se enxergar e a força e determinação para encarar, lembre-se o que deve ser celebrado é a Vida. Dois sentimentos diferentes nesse dia.
Nesse tempo todo tiveram algumas coisas positivas que mostra que nem tudo esta perdido, que pessoas Especiais existem em nossas vidas, a essas pessoas muito Obrigado.

Obs: Desculpas alguns erros de Português... hihihiii 

terça-feira, 14 de junho de 2016

10 Coisa

1) Cadeirantes fazem sexo – Sim meus caros leitores. Eu também tinha esse tipo de dúvida. O que a falta de informação não nos faz imaginar, não é mesmo? Pois bem, descobri que cadeirantes transam, sentem tesão e gostam de sexo como qualquer pessoa.
2) Cadeirantes dirigem – Nada que a tecnologia não resolva. Carros são máquinas e máquinas podem ser modificadas e adaptadas. Quem dirige com os pés também pode dirigir com as mãos. E é assim que a coisa funciona.
3) Banheiros reservados só devem ser usados por pessoas sem deficiência em casos de muita urgência – Pois é, galerinha, eu era do tipo que adorava usar um banheiro reservado para pessoas com deficiência. Tão grande, tão espaçoso, dá até pra dançar lá dentro! (Sim, eu já fiz isso :P). Mas não foi difícil entender que devemos respeitar a finalidade das cabines maiores e deixá-las livres e limpas para aqueles que mesmo querendo, não conseguem entrar numa cabine menor.
4) Pessoas com deficiência podem ser bastante independentes – Quando conheci o Dado, ele morava com os pais. Meu primeiro pensamento foi: “bom, ele deve precisar de ajuda no dia-a-dia e por isso ainda mora com eles.” Claro que não. As pessoas com deficiência são muito mais independentes do que imaginamos, mais até do que muito “andante” que conhecemos. Não demorou pra sacar que ele só não tinha saído da casa dos pais ainda, por falta de oportunidade.
5) Vagas reservadas são reservadas. Mas não pra mim – Não me lembro de ter estacionado em alguma vaga reservada antes de conhecer o Dado, mas também nunca tinha parado pra pensar que o tamanho e a localização dessas vagas tinha uma razão de ser. Precisam ser largas, pra pessoa conseguir sair do carro com a cadeira de rodas e geralmente estão mais próximas da entrada do estabelecimento, pra que a pessoa não tenha que andar muito. Afinal andar de cadeira de rodas ou mesmo muletas cansa pra caramba. Já experimentou?
6) Pessoas com deficiência usam os mesmos móveis que todo mundo – Sim, caros leitores, cadeirantes costumam passar da cadeira pro sofá, pra cama, pra poltrona. Não é porque eles estão sempre sentados, que não tem vontade de trocar de lugar vez em quando, né?
7) Um cadeirante pode dizer: “Vou andar na praia” – Lembro-me bem da minha reação a primeira vez que escutei o Dado falando: “Vou andar na praia mais tarde”. Achei esquisitíssimo um cadeirante dizer que ia andar. Eu mesma evitava usar essa palavra perto do Dado, como se fosse uma ofensa ou um soco no seu estômago. Bobagem, bobagem! “Andar na praia” é só uma expressão, assim como “Vou dar uma corrida até a padaria” ou “vou a pé para o trabalho”. Não é só porque a pessoa não anda de verdade que precisa começar a usar outras palavras, pra falar sobre ações do nosso cotidiano.
8) Um ou dois degraus podem ser um grande obstáculo – No início do nosso namoro, eu achava uma besteira o Dado não querer ir a algum lugar que tivesse escada. Na minha cabeça era simples: bastava pedir ajuda a algum galalau forte. Com o tempo entendi que pode ser bastante chato, constrangedor e até mesmo perigoso ficar subindo e descendo escada no colo dos outros. Sem falar que é um direito das pessoas com deficiência terem acesso aos lugares. Parei de pensar assim e hoje sou partidária de freqüentar locais acessíveis.
9) Adaptar um banheiro ou mesmo um apartamento é mais simples e mais barato do que parece – É lógico que espaço se faz necessário. Cadeiras de rodas costumam ser um pouco mais largas que uma pessoa e também dificultam algumas manobras. Mas tendo-se o espaço necessário, alargar portas e colocar algumas barras já é o suficiente para se adaptar um lugar. Volta e meia me perguntam quais as adaptações que fizemos no nosso apartamento e explico que foram poucas. Alargamos algumas portas e baixamos cerca de 5 cm a altura de pias e bancadas. Deixar as pias vazadas, sem armários embaixo também ajuda um bocado. O resto fica por conta da altura onde guardamos as coisas nos armários.
10) E por último e talvez mais importante, cadeirantes trabalham, tem vida social, namoram, casam e tem filhos. Ou seja, são pessoas como outras quaisquer, com os mesmo direitos de deveres. O que faz das pessoas com deficiência diferentes, é o olhar da sociedade sobre elas. E é isso que precisamos mudar.

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