quinta-feira, 9 de outubro de 2014

História de vida do Adriano Levino

Sou    designer gráfico, webdesigner, agente de viagens e produtor musical.
De 2000 a 2003, euatuava em produção de bandas de Axé Music, em julho de 2003comecei aempresariara banda chamada “Embalo do Samba” que vinha se destacando no mercado fonográfico,emplacando com duas músicas (“Não para Não Baby” e “Todo Mundo Tá”), sendo bem executado nas rádios de todo Brasil e do exterior.
No final de 2004, voltando de um show, deparei-me com um cavalo na Rodovia Raposo Tavares, batendo meu carro de frente com o animal. A partir daí minha vida mudou totalmente.
Na UTI apresentei três paradas cardiorrespiratórias. Ao voltar do período de coma, percebi quesó mexia o pescoço. Passeipor um mês sem poder beber qualquer tipo de líquido, para não engasgar. Passei muita sede. A sede era tanta, que eu ficava desesperado. A partir daí, comecei a valorizar a água e as pequenas coisas da vida.
Após15 dias, fiz cirurgia na coluna cervical c5 c6. Voltei a mexer os braços, ficando com tetraplegia parcial. Mas mesmo assim, sempre necessito de um assistente pessoal para me ajudar.
Depois de um ano e meio fiz reabilitação na AACD, onde aprendi a lidar com a nova situação e como minha vida ia ser dali pra frente. Fiz fisioterapia na Faculdade Uniban, mas só depois de sete anos é que voltei a trabalhar, produzir músicas e criar sites, pois só estava me dedicando à reabilitação com fisioterapia, malhação e hidroterapia.
Antes do acidente, eu não dava muito valor às pessoas ao meu redor, sejam familiares ou amigos. Eu tinha um pensamento um pouco egoísta. Minha família era desunida, mas depois do acidente, todos ficaram mais unidos e se revezam para ajudar em meus cuidados.
No início foi difícil, porque não houve um treinamento para cuidadores, nem tínhamos materiais necessários para a reabilitação e nem a casa adaptada.
Mas com o tempo, todos foram aprendendo e eu aprendi a aceitar a dependência e me tornei um ser humano melhor. Procuro viver uma vida saudável, aproveitando cada dia como se fosse o último, dando mais valor à vida e ao próximo. “Mato um leão por dia”, fazendo sempre esforço para ficar bem. Há sete meses venho lutando contra fortes dores na bexiga que incomodam muito. Para a melhora, preciso fazer um procedimento cirúrgico, com aplicação de Botox, no qual já estou procurando meios de como solucionar o mais rápido possível, para dar continuidade aos meus projetos com tranquilidade.
Como faltaram treinamentos e orientações para mim e para meus familiares sobre a pessoa com deficiência, em março de 2014 criei a Revista Acesso, no qual divulgo informações sobre acessibilidade, inclusão, cuidados básicos,leis e direitos, turismo acessível, entretenimento e outras questões que estão voltadaspara este público. Em menos de um semestre, a revista já possui mais de 2500 leitores diários, sendo nacionais e internacionais.
Atualmente voltei a empresáriar a antiga banda com um novo projeto de mistura rítmica, unindo o MPB (Música Popular Brasileira) com o Arrocha e misturando vários ritmos dançantes do Brasil e do exterior, no qual batizei de “Arrocha Zumba”. Tenho o objetivo de divulgar para todo o Brasil e com o retorno financeiro das produções, além de ajudar as pessoas envolvidas, desejo fazer cirurgias e reabilitações para melhorar a minha saúde e autonomia.
Estou em busca de parceiros e patrocinadores para continuar com os projetos que favorecerá tanto as pessoas com deficiência, quanto toda economia envolvida.
Uma dica:
Ser cadeirante não impede de namorar, passear, viajar, trabalhar, dirigir, ir atrás dos seus sonhos. Basta você querer fazer bem feito e ir à luta, porque todos podem conseguir independente da condição física.
Uma Frase:
Lutar Sempre, Vencer Às Vezes, Desistir Jamais! Tudo Posso Naquele Que Me Fortalece (Jesus).
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